Coreografias / Choreographies
Coreografia e Performance: Carlos Manuel Oliveira. Apoio à Criação: Incubadora D’Artes (Santarém), Centro de Referência da Dança (São Paulo), Programa de Artistas em Residência (Montevideo), GEN - Centro de Artes y Ciencia (Montevideo). Apoio à Internacionalização: Fundação GDA, Fundação Calouste Gulbenkian, DGArtes - Direcção- Geral das Artes | República Portuguesa – Cultura. Duração: 1h. "Proposições" está em circulação desde Maio de 2018, tendo sido apresentado no Uruguai, no Brasil e em Portugal.













Choreography and Performance: Carlos Manuel Oliveira. Institutional Support: Incubadora D’Artes (Santarém), Programa Artistas en Residencia (Montevideo), GEN – Centro de Artes y Ciencia (Montevideo), Centro de Referência da Dança de São Paulo, Sala Municipal Baden Powell – Prefeitura do Rio de Janeiro. Financial support: Fundação GDA, Fundação Calouste Gulbenkian, DGArtes – Direcção-Geral das Artes | República Portuguesa – Cultura. Duration: 1h. "Proposições" is touring since May 2018, having been presented in Uruguai, Brasil and Portugal.
Há momentos em que tudo nos parece possível. Algo acontece e logo imaginamos desenlaces com a mesma facilidade com que sonhamos o mundo. Mas entre imaginação e cálculo, entre potência e possibilidade, há a distância de um espaço feito de forças sem forma e tempos sem medida. Permaneçamos na imaginação dos possíveis e logo perceberemos que, mais do que a forma ou o número das coisas, o que nos ocupa é a sensação de pertença. Pertencemos ao mundo mas, mais do que isso, a uma memória. Vivemos ocupados por ela e com ela nos ligamos ao que lhe diz respeito. Uma pertença incomensurável, uma profundidade sem fundo, para além dos limites da possibilidade. Mas também o mundo avança para além do nosso desejo, como possível. E nós avançamos com ele, mais ou menos frustrados. Não cabe ao mundo cumprir com o nosso desejo mas cabe-nos a nós sonhar como pudermos. E de proposição em proposição imaginar o que podemos.
"Proposições é uma coreografia de relações entre um performer e um colectivo de espectadores. É uma experiência social que faz uso das mecânicas do evento teatral para revelar como este condiciona a percepção à sua própria maneira. Recorrendo a um conjunto de subtracções - subtracção do performer, subtracção do colectivo, subtracção de um qualquer sentido - este trabalho procura activar a cognição que, em cada um, tende a completar o todo com as partes que faltam ou parecem faltar. E porquanto assim se activa a pertença ao que, individualmente e em colectivo, se entende partilhar, "Proposições" também é uma coreografia do comum. É uma estrutura de relações cuja condição é o movimento que vai da percepção de uma qualquer potência à expressão dessa mesma potência enquanto acção relacional. E para isto basta um gesto, um olhar. Posto que, “Proposições” não deixará de ser uma composição de incompletudes.



There are moments when everything seems possible to us. Something happens and immediately we imagine outcomes with the same ease with which we dream the world. But between imagination and calculus, between potentiality and possibility, there is the distance of a space made of forces without form and of times without measure. Let us remain in the imagination of what is possible and soon we’ll understand that, more than the form or the number of things, what entertains us is the sensation of a belonging. We belong to the world but, more than that, to a memory. We live occupied by it and with it we connect to what is of its concern. An unmeasurable belonging, a depthless depth, beyond the limits of possibility. But also the world unfolds beyond our desires, as possible. And we unfold with it, more or less frustrated. It is not the world’s responsibility to fulfill our desires but it is our responsibility to dream as we can. And from proposition to proposition to imagine what we can.
“Propositions” is a choreography of relations between one performer and a collective of spectators. It is a social experiment that uses the theatrical dispositif to reveal how this conditions perception in its own way. By making use of a series of subtractions – subtracting the performer, subtracting the collective, subtracting any one sense –, this work strives for activating the cognition that, in each of us, tends to complete the whole with what is missing or seems to be. And inasmuch as a sense of belonging to what is realized to be shared, both individually and collectively, gets to be activated in this way, “Propositions” is also a choreography of the commons. It is a relational structure conditioned by movements that go from the perception of something potential to the expression of that same potentiality in the form of relational actions. For which is necessary no more than a simple gesture, or a gaze. As such, “Propositions” will ever be a composition of incompletenesses.



TRIADIC (2012)
PROPOSIÇÕES (2018)
WHITE TIGER (2010)
FERLOSCARDO (2006)
GARMENT (2007)
CIRCULARITIES (2009)
MEYOUIT (2008)
CQNV, CQNR (2011)
CIRCO (2004)
POINT TO ONE END (2013)
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