Coreografias / Choreographies
Uma peça de Carlos Manuel Oliveira, co-criada e co-actuada com Daniel Pizamiglio e Tiago Gandra. Com cenografia de Tiago Gandra. Uma produção de Carlos Manuel Oliveira em co-produção com Associação Parasita. Criada em residência n'O Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo, no Musibéria em Serpa, na Incubadora de Artes em Santarém, na Subud em Bucelas, no Centro Ciência Viva do Alviela pela Materias Diversos, e no 23 Milhas em Ílhavo. Com o apoio logístico e técnico do Teatro Municipal Sá da Bandeira e o apoio financeiro da Fundação GDA. do desconcerto, por um lado / da aventura, por outro estreou a 17 de Junho na Incubadora d'Artes de Santarém, no âmbito do ciclo Nova-Velha Dança, curado por João dos Santos Martins.




A piece by Carlos Manuel Oliveira, co-created with and co-acted by Daniel Pizamiglio and Tiago Gandra. With sets by Tiago Gandra. Produced by COTÃO - Associação Cultural and Co-Produced by Associação Parasita. Artistic Residencies in O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), Musibéria (Serpa), Incubadora de Artes (Santarém), Subud (Bucelas), Materias Diversos (Centro Ciência Viva do Alviela), and 23 Milhas (Ílhavo). With the support of Teatro Municipal Sá da Bandeira (Santarém) and GDA Foundation. do desconcerto, por um lado / da aventura, por outro premièred on the 17th of June at the Incubadora d'Artes in Santarém, within the frame of the cycle Nova-Velha Dança, curated by João dos Santos Martins.





“do desconcerto, por um lado / da aventura, por outro” é a primeira de uma série de incursões à relação entre acto e conhecimento, com que se pretende aferir as dependências entre um e outro em corpos que aprendem e desaprendem, e contrapor a capacidade destes à regulação dos saberes. Perante tal horizonte, cabe-nos a arqueologia de um passado tão próprio quanto comum, pelo qual viemos a incorporar o paradoxo de uma época: acumular sem fim, para uso de uma vida sobre a qual pouco podemos. Interessa-nos, por exemplo, a formação do conhecimento no acto da sua enunciação; de como corpo e contexto, potência e possibilidade, se entrecruzam para situar o que acontece; ou de como, do desconcerto entre memória e acção, o que é sabido perde sentido. Também há a confusão entre o que se sabe de uma maneira, o que se sabe de outra, e o que não se sabe porque se esqueceu. Coisas da razão, da intuição, e de tantas outras faculdades, entrelaçadas entre si em sinestesias várias. Interessa-nos o desnorte como requisito da aprendizagem, o acaso e a vontade como meios do saber por vir; de como se aprende na ausência de pedagogias, e de como com isso se criam singularidades. Há o inconsciente, do qual pouco se sabe, e há também o outro, com O grande ou nem tanto. Encontros fartos de estranheza e amplitude, quase além do reconhecimento senão mesmo.
Este é, enfim, um estudo sobre a própria condição do estudo.



"of disconcert and adventure" is the first performance in a series of incursions into the relationship between action and knowledge, aimed at probing dependencies between the two in bodies that learn and unlearn and at pondering the latter potentialities in relation to how knowledge is regulated. Before such horizon, we are left to excavate a past that is so proper as it is common, the reason for which we came to embody the paradox of an epoch: to accumulate without end, to use a life over which we have no power. We are interested in how knowledge arises together with the act of its enunciation; in how body and context, potentiality and possibility, intersect to situate what happens; or in how, from a disconcert between memory and action, that which is known loses its sense. There is also the confusion between what is known in a certain way, what is known in another way, and what is unknown because it was forgotten. Stuff of reason, of intuition, and of so many other faculties that intertwine each other through multiple synesthesias. We are interested in how experiencing a lack of coordinates is key for learning, in how will and chance are means for the knowledge to come; in how one learns in the absence of pedagogies, and in how this elicits the emergence of singularities. There is the unconscious, of which we know little, and there is also the other, with capital O or not even. Alien-like encounters, almost beyond recognition if not really.
Overall, this is a study about the very conditions of studying.


TRIADIC (2012)
DO DESCONCERTO, POR UM LADO / DA AVENTURA, POR OUTRO (2017)
WHITE TIGER (2010)
FERLOSCARDO (2006)
GARMENT (2007)
CIRCULARITIES (2009)
MEYOUIT (2008)
CQNV, CQNR (2011)
CIRCO (2004)
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